Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento

8 de março: Elas estão à frente na produção no campo

Não é de hoje que as mulheres estão conquistando espaços de liderança até então dominados pelos homens. No campo esta realidade também não é diferente. Em Araucária é cada vez mais comum ver mulheres no comando das diversas tarefas nas propriedades rurais. Neste dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é importante lembrar que a produção rural do município, bem como o próprio apoio da Prefeitura aos produtores, passa por mãos de diversas mulheres.

No Campo Redondo, a agricultora Terezinha Musial Deda se destaca na produção de hortaliças e frutas orgânicas. Quase metade dos 10 hectares da propriedade dela e do marido é área de produção de orgânicos. Com origem em uma família de agricultores, ela desde cedo teve o contato com a terra e há 18 anos passou a se dedicar exclusivamente à produção de orgânicos. “Quando comecei não tinha noção de como era o processo [de produção]. Só sabia que não queria veneno. Fiz o curso e tive que reaprender todo o processo. Você passa a ver o plantio como um todo; que precisa de um ambiente equilibrado para produzir melhor”, explicou a agricultora.

Terezinha participa de todo o processo de produção dos mais diversos tipos de culturas que produz. Ela comercializa 'kits' de orgânicos, além de vender a produção para compradores de Araucária e Curitiba. Terezinha conta que o mesmo cuidado que tem com a casa e a família, ela estende para a plantação e que ao longo do tempo tem recebido o apoio da Prefeitura (principalmente do Departamento Agronômico) para desenvolver a produção. “Me sinto uma heroína porque não é fácil. Fonte de renda a gente arruma em qualquer lugar, mas a agricultura é algo que me realiza”, disse. 

Produção leiteira – No Tietê, a rotina de cuidados com as vacas leiteiras é compromisso inadiável para Mari Terezinha dos Santos Moleta. Ela, que comanda os trabalhos na propriedade, conta que desde sua infância já lidava com vacas. Quando se casou, a produtora percebeu que o leite obtido na propriedade onde mora era desperdiçado e decidiu se dedicar à produção de queijo e requeijão. Em média, são 330 litros de leite por dia obtidos na propriedade. A produção é vendida para a indústria. 

O compromisso de Mari com os animais é tão sério que a produtora revelou que mesmo no dia do casamento de uma de suas duas filhas, primeiro, foi cuidar das obrigações com as vacas para depois pensar em ir ao salão de beleza e ao casamento. Atualmente, a produtora conta com o apoio da filha Edna Fernanda Moleta para cuidar dos animais. A filha também demonstra esse carinho pelas vacas desde muito pequena. Aliás, Mari comentou que, durante a gravidez da filha mais nova, sentiu sua bolsa estourar justamente quando ordenhava uma vaca. 

Apoio - Quase todas as vacas da propriedade de Mari são fruto de inseminação artificial. O serviço é realizado pela Prefeitura, que dispõe de um técnico para a executar o procedimento e também fornece gratuitamente o sêmen utilizado. As fêmeas atendidas já possuem histórico de atendimento da Secretaria Municipal de Agricultura (SMAG) e um relatório com dados de exames que comprovam a boa saúde do animal. 

O produtor rural deve fazer a solicitação do serviço de inseminação à SMAG quando perceber que a vaca está no cio. De janeiro a dezembro de 2017 foram 316 procedimentos no município. Na propriedade de Mari, a Prefeitura também realiza atendimento clínico nos animais e dá apoio com máquinas e equipamentos para silagem e preparo do solo.

Se no campo há muitos exemplos de mulheres à frente da produção, no apoio da Prefeitura a elas [bem como aos homens] também há. Dos servidores da Secretaria Municipal de Agricultura, há muitas mulheres à frente dos trabalhos, no campo e na cidade, para orientar e dar o suporte que produtoras e produtores precisam para gerar alimento e renda. 

Data da Publicacão: 07/03/2018